Classificação
A. INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA DE CAUSA ORGÂNICA
- No adolescente e no adulto:
- Malformação do septo:
- Desvios: Verticais, horizontais ou mistos (desvio vertical e antero-posterior ao mesmo tempo). Os desvios inferiores condro-vomerianos são os mais frequentes.
- Espessamentos: Generalizados ou cauda do septo. Localizados: Cristas ou salientes agudos alongados no sentido antero-posterior que seguem a linha articular condro-etmoideovomeriana. Às vezes são exclusivamente ósseos. Quando estão muito circunscritos denominam-se espinhas. Os Esporões são espessamentos localizados.
- Luxações: má formação que consiste na perda de contacto do bordo antero-inferior da cartilagem quadrangular com a linha média do sub-septo, resultando um desvio para a direita ou para a esquerda. Raramente a luxação ocorre no bordo cartilagovomeriano ou cartilagoetmoidal.
- Hipertrofia dos cornetos: A hipertrofia permanente dos cornetos pode dever-se a uma causa alérgica, vasomotora ou mixomatosa.
- Sinequias ou aderências anómalas entre a parede externa e interna da fossa nasal. As mais comuns aparecem entre o septo e o corneto inferior.
- Seios: Pólipos, polipose nasal recidivante, processos nasossinusais e fibroma nasofaríngeo.
- Malformações externas nasais:
- Deformações por excesso de cavalete osteocartilaginoso:
- Rinomegalia ou aumento de todas as dimensões do nariz.
- Rinocifose, giba osteocartilaginosa no dorso nasal.
- Deformações por defeito: dorso nasal.
- Hipertrofia de cartilagens alares.
- Microrrinia ou diminuição de todas as dimensões do nariz.
- Nariz côncavo ou em cela, com diminuição do diâmetro antero-posterior do cavalete ósseo, acompanhado por um achatamento cartilaginoso.
- Deformações por deslocamento:
- Laterorrinia ou deslocamento da pirâmide para um lado ou outro.
- Rinoscoliose - o dorso encurva-se em forma de S.
- Insuficiência alar: durante a inspiração as asas do nariz colapsam-se em vez de se dilatarem, encostando-se ao septo, fechando a janela e impedindo assim a passagem normal do ar.
- Outras patologias:
- Processos específicos tumorais ou estenosantes no nariz ou no cavum, tais como lues, tuberculose, carcinomas, micoses, etc.
- Doenças orgânicas circulatórias.
- Doenças sistémicas endócrinas.
- Congestão medicamentosa (reserpina).
- Inflamações de carácter laboral.
- No lactante e na criança - As mais frequentes são causas mecânicas ou obstrutivas: Hipertrofia das adenóides, imperfuração coanal e oclusão das narinas (regra geral incompleta, cutânea e unilateral). Patologias agudas: Rinites, adenoidites, difteria, gonococia, etcétera. Patologias crónicas: Sífilis, malformações, neoplasias, etcétera. Atresia das fossas nasais: dismorfismo maxilofacial que clinicamente se desenvolve com estreiteza osteocartilaginosa das fossas nasais e com a redução de todos os diâmetros transversais do rosto. Causas obstrutivas na criança: Hipertrofia das adenóides e corpos estranhos. Causas crónicas: catarros mucopurulentos persistentes de origem sinusítico e rinite alérgica.
B. INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA DE ORIGEM FUNCIONAL:
Hábito funcional deficiente dos músculos respiratórios como, por exemplo, quando uma obstrução prévia já foi corrigida mas contínua a respiração pela boca. Pacientes com hiporreflexia simpática trigeminal (de ordem neuropático) apresentam uma insuficiência respiratória nasal com o aparelho respiratório anatomicamente normal. A rinite atrófica, que normalmente aparece nas fossas nasais amplas, produz insuficiência nasal. Na realidade, trata-se de uma sensação sugestiva motivada pela diminuição da pressão do ar inspirado in situ e pela insensibilidade da pituitária. 
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